A Síria fica situada no oriente médio, faz fronteira ao norte com a
Turquia, a leste e sul pelo Iraque, a sul pela Jordânia, a oeste com Israel,
Líbano e o mar mediterrâneo.
A Síria possui uma história milenar, considerada por muitos pesquisadores
como o berço da civilização ou um livro que resume a história das mesmas. É um
dos 10 países mais seguros do mundo, goza de tolerância religiosa e convivência
entre os diferentes povos.
Possui a capital mais antiga continuamente habitada no mundo, Damasco, o
que possibilita voltar no tempo e reviver o marco da história das civilizações.
Todas as cidades turísticas são ricas em sua arquitectura, seus artesanatos e
remanescentes arqueológicos. Eventos e actividades culturais fazem parte de sua
rotina anual.
As cidades de Damasco (Capital), Homs, Aleppo, Malula (a única cidade no
mundo que utiliza no dia a dia a língua de Cristo), Palmira e Hama, são os
principais destinos turísticos.
Além disso, a Síria faz fronteiras com vários países importantes e facilita
a locomoção entre as cidades e outros países. Possui culinária vasta e rica que
apaixona todos que a experimentam, pois é a fonte original para outras
diversificações das culinárias regionais.
Para muitos viajantes o maior tesouro da Síria é o seu povo, generoso,
acolhedor e prestativo.
Período após independência
Em1947 – conclui-se a retirada das tropas
francesas;
Em 1957, durante a Guerra do
Suez, foram aliadas do Egipto, atacado por Israel, França e Inglaterra;
Em 1958, a Síria
e o Egipto iniciaram uma experiência de unificação política por meio da República Árabe Unida, que foi um ambicioso
projecto impulsionado por Gamai Abdel Nasser, que teve curta duração, e,
portanto, em 1961, os dois países voltaram a ser estados distintos;
Dez anos depois foi feita outra tentativa de unificação
política dos países árabes, por meio da Federação das Repúblicas Árabes, que foi uma tentativa de unificação política que concedia uma maior
autonomia aos países membros e que, além do Egipto, incluía também a Líbia.
Partido Baath no poder
Em 1963, ocorre
uma revolução popular que levou ao poder o Partido Baath
Árabe Socialista, que fora fundado em 1947 por Michel Aflaq, um militante nacionalista de origem cristã.
Em Novembro de
1970, o General Hafez al-Assad assumiu o poder e introduziu reformas nas estruturas
económicas e sociais. Durante o V Congresso do Partido Baath, prevaleceu a tese
de que os estados árabes eram divisões regionais de uma grande Nação Árabe,
Assad foi nomeado secretário-geral e propôs: "acelerar os passos para a
transformação socialista nos diferentes campos", esse modo de pensar foi
institucionalizado sob a nova Constituição, aprovada em 1973.
Em 1976, tropas
sírias formavam a maioria da Força Árabe de Dissuasão, que interveio para evitar que a partição do Líbano, durante a Guerra Civil Libanesa.
Em 1978, as
facções sírias e iraquiana do Partido Baath mantiveram conversações para a unificação entres a Síria e o Iraque, mas o projecto fracassou.
Em 1980, se
observava uma tensão entre a Síria de um lado, e a Arábia
Saudita, o Iraque e a Jordânia do outro. Essa situação se agravou com o início da Guerra Irã-Iraque, pois o governo sírio
culpou o Iraque pelo início do conflito, que trazia prejuízos para que se
buscasse uma solução para a questão palestina, que
seria o problema central da região. Naquele mesmo ano, a Síria acusou a
Jordânia de apoiar a Irmandade Muçulmana, situação que colocou os
dois países na iminência de um conflito bélico, evitado por meio da mediação do
príncipe saudita Abdalla Ibn Abdul-Aziz.
Desde o final de
1979 o Partido Baath acusava a Irmandade Muçulmana na Síria de "agir em
favor do sionismo".
Em 1982, após
uma série de actos de sabotagem e atentados, atribuídos à Irmandade Muçulmana, as forças armadas sírias
lançaram uma ofensiva contra as bases de apoio daquele movimento que resultou
em milhares de mortes, na época o governo sírio acusou o Iraque de armar os rebeldes, o que motivou o fechamento da fronteira entre os
dois países em Abril daquele ano, em represália o Iraque fechou o oleoduto entre Kirkuk e o porto sírio de Banias.
Em 1984, o
governo sírio adoptou uma férrea política de austeridade económica e de combate
ao contrabando, em decorrência da queda dos preços do petróleo.
Em 1985,
al-Assad conseguiu mais sete anos de mandato em votação na qual obteve 99,8%
dos votos (percentual semelhante aos antes obtidos em 1971 e em 1978).
Em 1987, houve
uma grave crise política que resultou na renúncia do primeiro-ministro Abdul Raouf al-Kassem, acusado de corrupção, que foi substituído por Mahmoud Az-Zoubi, que era o presidente do parlamento na época.
Período
posterior à Guerra Fria
Em Maio de 1990,
a Síria restaurou as relações diplomáticas com o Egipto. Alguns observadores atribuíram esta reaproximação à redução do apoio
militar da União Soviética para o regime sírio.
Em 1990, durante
o conflito iniciado pela invasão do Kuwait pelo Iraque, a Síria rapidamente se alinhou com a aliança anti-Iraque e enviou tropas para a Arábia
Saudita. As relações diplomáticas com os Estados
Unidos melhoraram significativamente. No contexto da crise,
a Síria aumentou a sua influência no Líbano e foi capaz de fortalecer um governo aliado e desarmar a maioria das
milícias autónomas que actuavam naquele país.
Em Maio de 1991,
a Síria e o Líbano assinaram um acordo de cooperação no qual a Síria reconheceu
a independência do Líbano.
Em 2 de Dezembro
de 1991, Hafez al-Assad foi reeleito pela quarta vez, com 99,98% dos votos,
em um referendo, quinze dias depois o governo sírio libertou 2,8 mil membros da
Irmandade Muçulmana que se encontravam presos
por motivos políticos.
A Síria não
participou dos Acordos de Oslo que permitiram o estabelecimento de uma Autoridade Palestina e a assinatura de acordos
de Paz entre Israel e a Jordânia em Julho de 1994, pois defendia uma solução global
para o conflito árabe-israelense e exigia a retirada completa de Israel dos Territórios Ocupados desde a Guerra dos Seis Dias em 1967.
Em Junho de
1995, tiveram início negociações formais para a devolução das Colinas de
Golã à Síria que não tiveram êxito, pois Israel não abriu
mão de manter indefinidamente uma presença militar limitada na região. Em
Outubro, um confronto entre o Hezbollah e tropas israelenses no sul do Líbano complicou a retomada das
negociações.
Em Novembro de
1997, em um contexto no qual aumentavam as possibilidades de uma nova
intervenção militar norte-americana contra Iraque, ocorreu uma reaproximação
com o Iraque, tal reaproximação fazia parte de uma estratégia contra a aliança
turco-israelense, que, na época, estava em rápida consolidação. Em Abril de
1998, o Irã juntou-se às negociações sírio-iraquiana sobre questões de segurança.
Em Março de
2000, todos os 37 membros do gabinete liderado por Mahmoud el-Zouebi apresentaram sua renúncia e Mohammed Mustafa Miro, um líder veterano do Partido Baath, que era o governador da Província de Aleppo foi nomeado como o novo primeiro-ministro.
Sob a
Presidência de Bashar al-Assad
Em 10 de Junho
de 2000, ocorreu a morte Hafez
al-Assad, que foi sucedido por seu filho, Bashar
al-Assad, que assumiu o cargo em Julho.
Em Junho de
2001, a Síria completou a retirada de suas tropas de Beirute, um ano após a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano, tal retirada era objecto de uma campanha do patriarca cristão maronita Nasrallah Sfeir.
Em Agosto de
2001, o primeiro-ministro Mohammed Mustafa Miro visitou o Iraque, na primeira viagem de um dirigente sírio de
altíssimo nível àquele país desde o apoio Síria ao Irã durante a Guerra Irã-Iraque.
Em Outubro de
2001, a Síria conseguiu um assento no Conselho de Segurança das Nações
Unidas, com forte apoio dos países da Ásia e da África, derrotando a oposição por parte dos Estados
Unidos e de Israel.
Em Novembro de
2001, foram libertados dezenas de prisioneiros políticos pertencentes à Irmandade Muçulmana, fato que foi elogiado pela
Anistia Internacional.
Em Maio de 2002,
o Papa João Paulo II visitou a Síria e Bashar
al-Assad aproveitou a cerimónia de boas vindas para fazer um
forte ataque contra Israel, comparando o sofrimento dos árabes ao suportado por Jesus Cristo. Em resposta, João Paulo II apelou em favor de uma nova atitude de
compreensão e respeito entre cristãos, muçulmanos e judeus.
Em Maio de 2002,
John Bolton, um graduado oficial dos Estados
Unidos, incluiu a Síria no chamado 'eixo do mal", acusando o regime sírio de tentar obter armas de destruição em
massa.
Em Abril de
2002, uma estação de radar síria no Líbano foi atacada por aviões israelenses, como represália a um ataque de guerrilheiros do Hezbollah.
Em Abril de
2003, com a invasão do Iraque já em andamento, os Estados
Unidos ameaçaram a Síria com sanções económicas e diplomáticas, dizendo que o regime sírio protegia
fugitivos do regime deposto no Iraque. O governo sírio rejeitou as acusações.
Em Janeiro de
2004, Bashar al-Assad se tornou o primeiro presidente sírio a visitar a Turquia, aquela viagem marcou o início da redução da tensão nas relações entre os
dois países vizinhos.
Em 8 de Março de
2004, o Comité de
Defesa das Liberdades Democráticas e Direitos Humanos na Síria organizou um protesto sem precedentes em Damasco para exigir democracia e liberdade para os presos políticos, dois líderes
daquele protesto (Ahmad Jazen e Hassan Wattfa) foram presos durante dois meses.
Em Abril de
2004, houve uma explosão em um prédio que havia sido sede da Organização das Nações Unidas em Damasco, após a explosão, ocorreu um tiroteio que matou um civil, um policial e
dois dos quatro activistas envolvidos. O governo sírio atribuiu a autoria do
atentado a fundamentalistas islâmicos.
Em Maio de 2004,
os Estados Unidos impuseram sanções económicas contra a Síria sob a acusação de apoio ao terrorismo e de não impedir a entrada de
guerrilheiros que lutavam contra a ocupação
americana no Iraque.
No início de
Fevereiro 2006, manifestantes sírios atearam fogo ao prédio onde as embaixadas
estavam situadas da Dinamarca e da Noruega, durante um protesto contra a publicação em um jornal dinamarquês de
charges satirizando o profeta Maomé. As embaixadas do Chile e da Suécia, localizadas no mesmo edifício sofreram danos menores. Uma semana depois,
a Dinamarca fechou sua embaixada no país, e acusou as autoridades sírias de não
garantir um mínimo de segurança aos funcionários dinamarqueses.
Em Maio de 2007,
Bashar al-Assad foi reeleito para o cargo de presidente por mais sete
anos, com 97,62% dos votos em um referendo.
Em Agosto de 2007, Bashar al-Assad reafirmou o interesse do país em recuperar totalmente as Colinas de Golã, ao declarar que: "Nosso desejo de paz não significa que desistamos de nossos direitos. Nós não vamos aceitar menos do que a recuperação do Golã, a volta das fronteiras existentes em 04 de Junho de 1967", tal declaração foi feita como um preâmbulo de uma possível reabertura das negociações de paz com Israel, suspensas desde 2000 por causa das diferenças sobre o Golã.
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